Aquele abraço…

Vamos lá, cantando… “Aquele abraço”… Ontem, 22 de maio, foi o dia do abraço. E eu quero compartilhar um texto bem bacana que recebi da Elaine Bombicini que fala sobre a gordura. Mas o que uma coisa tem a ver com a outra?

Vou voltar uma semana. Estava conversando com uma amiga e o assunto era a maneira como nos fortalecemos emocionalmente. E eu falei que às vezes a gente vai buscando meios de se fortalecer e que fica igual quando alguém usa hidrogel. Sabe quando a pessoa usa hidrogel pra fins estéticos, para parecer musculosa? E que com o passar do tempo aquilo deforma e fica esquisito? Então. Emocionalmente corremos esse risco. Podemos nos apegar a algo que nos fortaleça, mas na verdade, é só aparência. Igual ao hidrogel: parece forte, mas na verdade, geralmente, tem muita flacidez.

Isso foi no domingo passado. Na segunda o post “Economia de Percurso?” foi publicado, a Elaine fez um comentário interessante e me mandou um texto em inbox, que transcrevo abaixo.

“GORDURA: A gordura é o casulo que a pessoa cria, inconscientemente, para se proteger e se esconder dos problemas externos. Pessoas muito sensíveis, que se deixam magoar com facilidade, buscam se proteger atrás da gordura, que representa a maciez de um abraço. Muitas vezes, a gordura é uma forma convenientemente usada para se conseguirem certos benefícios, como atrair a compaixão de outras pessoas, deixar de trabalhar naquilo que não gosta, escapar de certas obrigações que limitam sua liberdade e até mesmo testar o amor e a fidelidade do cônjuge ou dos pais. Mais uma vez vemos que o perigo está em nossa mente, não no mundo em que vivemos, e nem nos alimentos que comemos. Faça um ‘regime’ nos seus pensamentos e limpe toda essa amargura. Viva tranquilamente e sem se sentir ameaçado. Ame profundamente a todos e você perceberá que, como resposta, receberá mais amor dos outros. Saia já desse casulo e participe ativamente do mundo, de peito aberto e acreditando que você está sendo protegido pelas mãos do Grande Pai. Pare de guardar mágoas e ressentimentos. Apenas aja com docilidade e poder e não deixe que as diferenças de vida e opiniões o aflijam. Atenção: quanto mais você ‘engolir’ e guardar mágoas, mais seu corpo engordará.” (Ronaldo Cardim – massoterapeuta).

Então comemorando o dia do abraço, compartilho o texto do Ronaldo que fala da gordura como abraço metafórico. Esse pequeno texto, de um autor que eu não conhecia, sintetiza muito do que ocorre nos mecanismos inconscientes psicossomáticos da obesidade. Vamos então começar a lapidar algumas coisas.

Homem se esculpindo - fonte: Google Imagens

Uma das coisas que ocorre nos transtornos alimentares é a tensão psíquica. E a psique encontra diversas formas de válvula de escape para lidar com essa tensão. Ao mesmo tempo que o transtorno alimentar possa ter sido desencadeado por uma tensão psíquica anterior, ele continua gerando mais tensão assim que foi instalado. E é disso que o texto do Ronaldo trata. E o meu post da semana passada também.

Não preciso nem dizer que me identifiquei totalmente com o texto, né? Recentemente venho abordando no blog as questões pessoais profissionais, passando a limpo algumas coisas importantes. Impressionante como voltar no tempo tem aquela sensação de “hoje sou quem sou em função do que vivi, dos erros e acertos”, mas também pra mim tem a sensação de “era tão simples, por que não fiz antes?”. Ainda estou preparando o texto que vou falar mais sobre isso, que provavelmente levará o título de Sincronicidade.

A obesidade pra mim funcionou como uma fuga de tudo aquilo que eu poderia realizar. Desde aquele menino de 16, 17 anos que estava com leve sobrepeso de 3 a 4kg, até o trintão com 40kg acima do peso, muita água passou por baixo da ponte. Muita sanfona no corpo!

A obesidade é o meu calcanhar de Aquiles. Meu ponto fraco. É o complexo que perpassa por vários outros, e é aquele que tenho que ser mais atencioso. Olha que foi jogo duro decidir entre a obesidade e o ciúmes, mas o ciúmes já foi dissolvido em grande parte.

Aqui no blog eu abordo a obesidade e os transtornos alimentares como foco principal, mas não quer dizer que a vida gira em torno apenas da obesidade. Procuro sempre colocar o mecanismo, o enredo, e o cenário muda de acordo com cada versão da peça. Pra mim, a obesidade é o complexo que constela diante de algumas dificuldades emocionais. Para outros, é a coluna; a enxaqueca; a hipertensão; a diabetes; etc.

Esse é o meu convite para reflexão para o autoconhecimento. Como é a sua válvula de escape? Já parou pra pensar? Sinta-se abraçado(a) e bon appétit!


Para informações sobre atendimento psicológico individual ou em grupo, entre em contato pelo e-mail rodrigo@namesacomrodrigo.com.br ou pela página no Facebook Na mesa com Rodrigo. Rodrigo César Casemiro, Psicólogo especialista em Psicologia Junguiana e Psicologia Hospitalar, CRP 06/65644.

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